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Por que sua empresa deveria revisar a tecnologia antes de fechar o balanço?
Empresas podem perder até 20% do orçamento de TI com contratos mal geridos e sistemas pouco integrados, aponta estudo da IDC
Planilhas abertas, números sendo conferidos, ajustes de última hora antes do fechamento: abril chega com a rotina intensa de revisão do primeiro trimestre nas empresas. É nesse momento que receitas, despesas e contratos passam por um pente-fino, mas a tecnologia ainda costuma ficar fora desse radar, mesmo tendo impacto direto no resultado. Um estudo da IDC Brasil, divulgado em 2025, indica que até 20% dos gastos em TI estão ligados a ineficiências como retrabalho, sistemas que não se conectam e contratos que não refletem o uso real. Na prática, isso representa dinheiro que escapa sem visibilidade clara e só aparece quando o resultado já está comprometido.
“Quando a tecnologia fica fora da revisão do balanço, a empresa corre o risco de fechar o trimestre sem entender exatamente para onde o dinheiro está indo. Os custos estão ali, mas espalhados e isso dificulta o retorno de cada investimento”, afirma João Neto, CRO da Unentel.
Um dos pontos mais sensíveis está na forma como os sistemas são estruturados. Ainda é comum encontrar financeiro, fiscal e operação em plataformas distintas, sem integração entre si. Esse tipo de organização exige ajustes manuais constantes, aumenta a chance de inconsistências e compromete a confiabilidade das informações, especialmente durante o fechamento. A adoção de sistemas integrados permite automatizar processos, reduzir falhas e garantir maior segurança na consolidação dos dados, desde a emissão de notas fiscais até o controle do fluxo de caixa.
Outro aspecto que exige revisão é a gestão de contratos e da infraestrutura de TI. Licenças subutilizadas, serviços em nuvem contratados acima da necessidade e modelos de suporte reativos tendem a gerar custos recorrentes pouco visíveis no dia a dia. Somado a isso, a ausência de monitoramento contínuo aumenta o risco de instabilidade ou falhas operacionais em momentos críticos. Uma análise estruturada permite ajustar o dimensionamento dessas soluções, melhorar o acompanhamento da operação e reduzir exposições desnecessárias.
“Revisar a tecnologia antes do balanço é uma forma de evitar que esse tipo de desperdício se repita ao longo do ano.Quando a empresa organiza seus sistemas, entende o que está contratando e passa a ter mais controle sobre os dados, o fechamento deixa de ser um ponto de incerteza e passa a apoiar decisões mais estratégicas”, finaliza o executivo.