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O futuro digital em três atos: confiança em IAs, checagem de dados e personalização total
Em 2026, a tecnologia precisa trazer de volta a confiabilidade em seus produtos para garantir um futuro próspero, defende CEO da Unentel
O calendário dos negócios digitais para 2026 se desenha sob três eixos indissociáveis: IA confiável, segurança zero trust e atendimento hiperpersonalizado.
Mais do que conceitos técnicos, essas frentes representam a nova régua de confiança entre empresas, tecnologia e pessoas. Para a Unentel, o desafio do próximo ano será transformar inovação em credibilidade — e dados em experiências humanas.
IA confiável: da imaginação à explicação
A inteligência artificial deixou de ser uma aposta e passou a ser uma responsabilidade. Em 2026, a discussão não será mais sobre o que a IA é capaz de fazer, mas sobre como ela faz. Modelos generativos e autônomos estarão cada vez mais integrados aos processos de negócio, exigindo das empresas uma governança sólida e políticas de transparência sobre o uso de dados.
“Os algoritmos estão se tornando o novo cérebro das organizações, mas a confiança ainda é o coração”, afirma Frederico Passos, CEO da Unentel. “As empresas precisarão explicar suas decisões automatizadas com a mesma clareza com que hoje justificam uma estratégia de negócio. Isso é o que vai diferenciar quem apenas usa IA de quem usa com propósito.”
Esse movimento é essencial num contexto em que o público ainda vê com cautela a regulação e o uso ético da tecnologia. Para a Unentel, a explicabilidade da IA será o ponto de equilíbrio entre eficiência e transparência — o que transformará o avanço técnico em valor percebido pelo cliente.
Zero trust: segurança radical em redes sem fronteiras
Com o trabalho híbrido e a expansão da nuvem, a ideia de “perímetro seguro” se tornou obsoleta. Em 2026, a proteção digital dependerá menos de barreiras e mais de comportamentos — é aí que o modelo zero trust ganha protagonismo.
“Confiar menos é, paradoxalmente, o que torna as conexões mais seguras”, explica Passos. “A lógica zero trust exige que cada acesso, cada dispositivo e cada pessoa sejam verificados o tempo todo. Isso cria uma cultura de responsabilidade coletiva pela segurança, e não apenas uma política de TI.”
O avanço dessa mentalidade reflete um cenário em que o acesso seguro aos dados se torna tão estratégico quanto a própria inovação. Para a Unentel, a maturidade digital das empresas estará diretamente ligada à capacidade de aplicar o zero trust não como barreira, mas como um ecossistema de confiança contínua.
Personalização total: da segmentação à predição
Se confiança e segurança formam a base, a hiperpersonalização é o elo que conecta tecnologia e empatia. Com a evolução dos agentes inteligentes, o relacionamento com o cliente entra em uma nova fase — mais produtiva, contextual e humana.
“Até pouco tempo, o atendimento era sobre responder. Agora é sobre antecipar”, observa o CEO. “A IA permite que as empresas compreendam padrões e necessidades antes mesmo de o cliente manifestá-las. O segredo está em fazer isso com sensibilidade, não com invasão.”
Para a Unentel, essa transição significa uma virada cultural. As companhias precisarão unir dados e intuição, equilibrando o poder analítico das máquinas com a escuta ativa das pessoas. A personalização total será, portanto, um reflexo da maturidade tecnológica e emocional das marcas.
O futuro é de quem traduz tecnologia em confiança
Em 2026, tecnologia eficiente não será suficiente. O diferencial estará em tornar o digital mais humano, seguro e confiável. Para a Unentel, esse tripé — IA explicável, segurança zero trust e experiências hiperpersonalizadas — não é apenas uma tendência, mas o mapa da maturidade digital que definirá os líderes do futuro.
“Não existe transformação digital sem transformação cultural”, conclui Frederico Passos. “A tecnologia é o meio; a confiança é o destino.”